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segunda-feira, 9 de junho de 2014

Anel de selar (Ageu 2.23)

farei de você um anel de selar, decretos, palavra do Senhor
Devocional de 09/06/2014.

“Naquele dia, declara o Senhor dos Exércitos, eu o tomarei, meu servo Zorobabel, filho de Sealtiel, declara o Senhor, e farei de você um anel de selar, porque o tenho escolhido, declara o Senhor dos Exércitos." (Ageu 2.23)

No tempo dos reis, o anel de selar era a "assinatura real" utilizada para validar os decretos. A homologação de qualquer lei era feita mediante o "carimbo" do anel de selar real em cima daquilo que estava escrito. Nem mesmo o próprio rei poderia revogar um decreto escrito, assinado e selado, como pode ser visto, por exemplo, na ocasião em que o hebreu Daniel foi lançado na cova dos leões (Daniel 6.17).

Já o profeta Ageu traz uma mensagem de encorajamento ao povo de Israel acerca da reconstrução do templo, e conclui sua profecia animando Zorobabel, o governador de Judá, a liderar este movimento de reconstrução. O líder Zorobabel é então chamado pelo Senhor de "meu servo", e então é comparado a um anel de selar (Ageu 2.23).

Que glória, que honra, que bem-aventurança é esta a de Zorobabel! Ser considerado o anel de selar, o carimbo e a assinatura de Deus não é pouca coisa. É como ter uma procuração do próprio Deus para fazer qualquer coisa. Tudo aquilo que Zorobabel fizesse ou dissesse, estaria fazendo ou dizendo em nome do Senhor.

Mas... espera aí... parece que já ouvimos isto em algum lugar....

Sim! Jesus nos deu a sua própria autoridade, e o poder do seu glorioso nome!
Tudo o que fazemos devemos fazer em nome de Jesus...
Tudo o que pedimos devemos pedir em nome de Jesus...
E então, pelo nome de Jesus, todas as coisas serão feitas, as montanhas se moverão, os espíritos imundos serão expulsos, as enfermidades serão curadas, os cativos serão libertos...
Nós, que somos o novo Israel de Deus, somos a Amada Igreja-Esposa de Cristo, somos os servos do Senhor, somos o anel de selar de Deus!

Tudo o que tocamos é abençoado porque somos o Corpo de Cristo.
Tudo o que profetizamos se cumpre porque somos o Templo do Espírito de Deus.
Tudo o que pedimos de acordo com as promessas de Deus é realizado porque o Senhor zela pela sua Palavra.

Você é o anel com o qual Deus sela as suas promessas. Tudo já está escrito na Bíblia. Tudo já está assinado com o precioso sangue de Jesus. Falta apenas o selo da sua oração e da sua atitude para fazer cumprir o que já é. Se ainda não veio, é porque está faltando o selo. Vai lá, meu querido! Carimba o decreto do Senhor! Traz à luz o que está por vir...

Deus faz todas as coisas por meio da sua Palavra. E esta Palavra está à nossa disposição como jamais esteve em outros tempos... Você serve a Deus para profetizar vida sobre o vale de ossos secos, para proclamar que a glória da segunda casa será maior que a da primeira, para mostrar que o dono do ouro e da prata pode todas as coisas...

Vai lá, anel de selar, e carimba o que ainda está por ser deferido. Você que é discípulo de Cristo Jesus, que vive segundo a sua vontade, tem a autoridade e o poder do nome que está acima de todos os nomes... do poder que supera todos os governos... 

Deus é contigo! Vai em nome de Jesus.

Graça e Paz!

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segunda-feira, 10 de março de 2014

Estude, Pratique e Ensine (Esdras 7.10)

Estudar, Praticar, Ensinar, mandamentos, decretos, Pérsia, Babilônia, Israel
Devocional de 10/03/2014.

"Pois Esdras tinha decidido dedicar-se a estudar a Lei do Senhor e a praticá-la, e a ensinar os seus decretos e mandamentos aos israelitas" (Esdras 7.10).

Exilado na Babilônia, o povo de Israel chorava e se lamentava diante do castigo imposto pelo Senhor devido a suas transgressões. Sem pátria, sem propriedade, sem família, sem direitos, sem liberdade, sem dinheiro, sem alegria, sem religião e sem força, só restava a esperança da promessa de Deus de que um dia traria seu povo de volta. Este dia chegou, e a mão do Senhor estava com o escriba Esdras, que amava a Palavra de Deus.

Esdras era respeitado pelos homens, até mesmo pelo rei da Pérsia, por causa de sua dedicação ao que fazia. Ele foi um líder exemplar porque se dedicava a Deus e à Sua Palavra em três aspectos: 1) estudar; 2) praticar; 3) ensinar. É sobre isso que vamos tratar agora.

1) Estudar

Esdras tinha decidido se dedicar ao estudo da Lei do Senhor. Ele não apenas lia as Escrituras, ele estudava.

Em nossos dias, fico louco da vida quando vejo que não somente a maioria dos cristãos, mas principalmente  pastores, padres e líderes que não se dedicam a ler e estudar a Palavra de Deus com profundidade. Como é triste vermos pregadores que são escravos de meia-dúzia de textos-padrões, com seus clichês e mensagens positivas, que ainda que não sejam falsas, são incompletas. Trazem palestras motivacionais que fecham as portas para as pessoas que não se adequam à realidade generalizada trazida para um grade público, mas nada trazem de novidade para aqueles que, mesmo atendidos parcialmente pela mensagem inicial, logo se cansam ao ouvir a limitada mesma-coisa de sempre depois de alguns meses. Pobres pregadores do sucesso: não ensinam a verdade e impedem que as pessoas a encontrem, pois ao se frustrarem com a igreja, passam a fugir dela, decepcionados com a mensagem de Deus por causa da incompetência do mensageiro.

Como é miserável a realidade da maioria dos cristãos de hoje, que não valorizam mais o estudo sistemático da Bíblia, seja no devocional individual diário, seja no estudo em grupo pela Escola Bíblica Dominical. Que pecado cometeram os pastores e padres que eliminaram o estudo bíblico das igrejas... e eliminaram até mesmo a necessidade de conhecimento bíblico para a eleição de líderes, obreiros e até mesmo pastores e padres...

Precisamos voltar para a Bíblia. Temos que amá-la, lê-la e estudá-la como sendo a ferramenta mais preciosa que Deus nos deixou para se fazer conhecido por nós, e também para que possamos nos conhecer a nós mesmos. 

2) Praticar

Esdras dedicou-se também a praticar a Palavra de Deus. Ele sabia que não havia valor no conhecimento sem prática. A casa de Esdras estava edificada sobre a rocha, e não sobre a areia, pois ele ouvia as Palavras do Senhor e as praticava (Mateus 7.24-29).

Jesus contou a parábola do homem que edificou a sua casa sobre a rocha logo depois de falar a respeito daqueles que lhe chamam "Senhor, Senhor", até mesmo realiza maravilhas espiritualmente, mas não dá frutos, só pratica a iniquidade (Mateus 7.15-23).

Como é triste vermos tantas pessoas que conhecem a Palavra de Deus, lêem, entendem, estudam, sabem versículos e versículos de cor, mas possuem vidas cujas atitudes provocam nojo não somente em Deus mas também nas pessoas comuns... Que terrível julgamento sofrerão aqueles que, por uma desculpa qualquer, decidiram não seguir a Cristo nem executar em suas próprias vidas os maravilhosos frutos que o Espírito Santo poderiam lhe proporcionar caso tivessem escolhido colocar em prática aquilo que já sabiam ser certo...

Por que fazer aquilo que você sabe que não deve? Por que insistir em algo que você sabe ser abominável a Deus? Por que não fazer o bem que se sabe e se esconder, cometendo o terrível pecado da omissão? (Tiago 4.17) Por que você não ama a Deus com toda a sua força e ao próximo como a si mesmo?

Precisamos praticar a Palavra de Deus em sua simplicidade, conforme convém, abandonando o pecado e promovendo o bem. Honre seu pai e sua mãe, reparta o que você tem com quem precisa, perdoe quem te ofendeu, separe um tempo para Deus... Faça o que você sabe fazer para o Senhor e para quem está à sua volta! Faça alguma coisa com o seu conhecimento.

3) Ensinar

Esdras decidiu ensinar os decretos e os mandamentos do Senhor aos israelitas. Não bastava conhecer e praticar, ele entendeu que precisava compartilhar o que tinha recebido com o seu povo.

Hoje, temos pessoas e grupos incapazes de levar a sabedoria adiante, de dedicar tempo para ensinar os que estão chegando, de alertar os que andam no erro a respeito da verdade. 

Um exemplo incrível é a guerra entre protestantes históricos e evangélicos neo-pentecostais. Como o reino de Deus ganharia se a Igreja fosse unida, de modo que os neo-pentecostais pudessem atrair as multidões, ganhá-las e levá-las ao conhecimento da Palavra, ao discipulado e à permanência com a ajuda dos históricos... Como é triste vermos que por trabalharem isolados, um grupo não cresce por falta de entusiasmo e o outro não cria estrutura por falta de profundidade...

Precisamos dar voz aos cristãos maduros em todas as igrejas e provocá-los a ensinar o que sabem aos que estão chegando. Temos que criar classes de ensino cristão e discipulado para promover o ensino das Escrituras na igreja. Temos que valorizar o conhecimento bíblico e o ministério de ensino. Os mestres precisam sair da caverna!


Se fizermos isso, teremos uma Igreja (somos muitos mas somos um) cheia de Esdras... Homens e mulheres que temem ao Senhor e amam a Sua Palavra, estudando, praticando e ensinando as Escrituras com entusiasmo e amor. Oremos por isto!

Graça e Paz!

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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

O santo e o profano (Levítico 10.10-11)


puro x impuro, santo x profano

Devocional de 17/01/2014.

Vocês têm que fazer separação entre o santo e o profano, entre o puro e o impuro,
e ensinar aos israelitas todos os decretos que o Senhor lhes deu por meio de Moisés". 
(Levítico 10:10-11)

Arão e seus filhos foram ungidos com óleo a fim de que, como líderes do culto a Deus, tivessem temor e sabedoria, isto é, uma percepção aguçada a respeito do que agrada e o que desagrada ao Senhor. (Levítico 8.12)
Parecia que tudo ficaria bem, pois quando o Altar do Tabernáculo foi inaugurado, o próprio Deus enviou fogo para queimar o holocausto, e o povo viu isto, gritou de alegria e prostrou-se com o rosto em terra. (Levítico 9.24)
Mas logo em seguida, Nadabe e Abiú, filhos de Arão, trouxeram ao Senhor, sem autorização, um fogo profano que eles mesmos acenderam em seus incensários. E foram fulminados por isto. (Levítico 10.1)
Aqueles que deveriam ensinar a santidade e a pureza, foram os primeiros a profanar o culto a Deus. Em lugar de obedecer, fizera as coisas conforme a própria cabeça julgava certo, povo sem liderança, ovelhas sem pastor. (Juízes 21.25)

Nós, os cristãos de hoje, somos os sacerdotes eleitos para adorar o Deus Eterno. (Apocalipse 1.5)
Recebemos o Espírito Santo, não para simplesmente falarmos em línguas estranhas ou manifestar experiências pessoais diferentes, mas para que tenhamos temor e discernimento espiritual (sabedoria) a respeito da vontade de Deus. (João 14.26)
Mas muitos são os cristãos que erram, extinguindo o Espírito Santo, pelo desprezo da Palavra de Deus e pelo não afastamento do mal. (1 Tessalonicenses 5.19-22).
O erro fundamental: não conhecer as Escrituras e o poder de Deus. (Marcos 12.24)

Todo aquele que se chama pelo nome de Deus precisa, por si mesmo, conhecer a Bíblia e temer a Deus, para que seja perdoado e justificado. (Jeremias 31.34)
É o Espírito Santo quem concede sabedoria, entendimento, conhecimento, conselho, fortaleza e temor do Senhor. (Isaías 11.2)
Portanto é o Espírito Santo que nos dá discernimento para distinguir o que é santo do que é profano, para separar o que é puro do que é impuro, e para ensinar isso com amor às outras pessoas, conforme as Escrituras. (Levítico 10.10-11)

Para quem é puro, todas as coisas são puras. (Tito 1.15)
Portanto, esta separação entre o que é santo e o que é profano, quando realizada de acordo com o Puro e Santo Espírito de Deus, não pode ser uma "caça às bruxas", uma pre-conceituosa e pre-determinada busca para jogar pedra naquilo que não é religioso, como se santidade e pureza fossem sinônimos de religiosidade. (Tiago 1.26)
Quando medimos todas as coisas pela balança do amor, entendemos que evangélico não é sinônimo de santo, e secular não significa profano. O sábio entende que o conceito de pureza está associado muito mais fortemente à presença do amor do que à presença da religião. Se tiver que escolher entre fé, esperança e amor, escolha o amor. (1 Corintios 13.13)
Pois o fogo profano (sem-temor a Deus) de Nadabe e Abiú era como a oferta inaceitável de Caim, que odiava seu irmão. (Gênesis 4.5)

Portanto, separar o que é santo do que é profano pode ser entendido como separar:
- o que é verdadeiro do que é falso, 
- o que é nobre do que é desonesto,
- o que é correto do que é errado,
- o que é puro do que é contaminado de preconceitos,
- o que é amável do que não tem aceitação,
- o que tem boa fama do que tem má índole,
- o que é excelente do que é gerado de qualquer jeito, e
- o que é digno de louvor do que não merece elogios. (Filipenses 4.8)

Esta é a separação que tem que ser feita. Isto é Santificação, sem a qual ninguém pode agradar a Deus. (Hebreus 12.14)
Que o Espírito de Deus nos ensine, não sermos religiosos no templo como os fariseus eram, mas a sermos santos em toda a nossa maneira de viver, assim como o próprio Deus é Santo. (1 Pedro 1.15)

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