sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

A alegria do louvor (1 Crônicas 16,10)

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Devocional de 28/02/2014.

"Gloriem-se no seu santo nome; alegrem-se os corações dos que buscam o Senhor(1 Crônicas 16.10).

Davi, Asafe e os demais levitas escreveram centenas (ou talvez milhares) de salmos para Deus, mostrando como deve ser o coração dos que buscam ao Senhor. Um desses salmos foi anexado ao livro de Crônicas como exemplo histórico de como era o louvor em Jerusalém. O louvor é a expressão perfeita da alegria humana na presença de Deus. 

Enquanto uma multidão se prepara para festejar a carne (carnaval), uma outra multidão - tão numerosa que não se pode contar - guarda em silêncio a alegria incomparável daqueles que não se gloriam em si mesmos, mas se gloriam no santo nome do Senhor, e o buscam em todas as circunstâncias. 

Louvar o Senhor e alegrar-se nEle não é uma busca pela felicidade, nem um refúgio de quem foge do pecado, muito menos uma tentativa de distrair a mente. Louvar a Deus é gloriar-se na glória dEle. É alegrar-se plenamente em espírito, alma e corpo. É encontrar-se nAquele de quem jamais deveríamos ter saído.

Não dá pra explicar o que isso significa. É como tentar explicar a glossolalia. É como tentar explicar a conversão. É como tentar explicar o batismo no Espírito Santo. Se você não experimentar essas coisas por si mesmo, não é no blogdopastortulio que você vai entender! É melhor você simplesmente se desapegar de si mesmo, se desenrolar das coisas da vida - sejam elas boas ou ruins... Nada se compara ao prazer de louvar a Deus! Um único dia na Casa de Deus vale mais que mil dias em qualquer lugar!

Eu te convido a cantar louvores para Deus, dar graças a Ele, divulgar em toda parte as Suas maravilhas, buscar a Sua face, olhar para Ele, reconhecer a Sua força, render graças Àquele que é bom, e cuja misericórdia dura para sempre! Não há nada que se possa comparar com esta alegria... Quem é a bebida? O que é a droga? O que é o carnaval? Nem os relacionamentos humanos, sejam de corpo ou de alma, nenhum deles pode alcançar o insondável gozo proveniente de uma relação no espírito humano com o Espírito de Deus.

Louve a Deus, anuncie a Sua grandeza, elogie-O e veja o que Ele vai fazer com você! Ore diariamente os Salmos da Bíblia, cante-os... E deixe o Senhor completar a obra que Ele começou. Ele criou você. Mas você ainda é uma obra inacabada! Aquele que começou esta bela obra de arte e Bom e Fiel para completá-la. 

Não queira ser por si mesmo o que você não foi criado para ser. Seja a imagem e semelhança de Deus, como Ele te criou. Seja imitador de Cristo como filho amado! Como fazer isto? Louve o Senhor, e deixe o resto com Ele. Reconheça-O em todos os seus caminhos, e Ele cuidará do resto. Procure uma Igreja que canta, e veja o resultado. Deus te abençoe!

Graça e Paz!

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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Dedicação ao louvor (1 Crônicas 9.33)

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Devocional de 27/02/2014.

"Os cantores, chefes de famílias levitas, permaneciam nas salas do templo e estavam isentos de outros deveres, pois dia e noite se dedicavam à sua própria tarefa" (1 Crônicas 9.33).

No Templo do Senhor, em Jerusalém, haviam muitos levitas dedicados a diversas tarefas. Aqueles que cuidavam do louvor a Deus por meio da música tinham dedicação integral.

A música e uma ciência que exige estudo, preparação, inspiração, atenção, ensaio, harmonização, repetição, inovação, criatividade, disciplina, força, amor... Qualquer atividade que alguém faça, obtém melhores resultados quando se prepara melhor, mas na atividade musical a sensação é de que sempre se pode fazer mais, colocar outras vozes, novos instrumentos, outras harmonias, mudar o ritmo, aprimorar, melhorar, mudar. De fato, quem lida com musica precisa dedicação e tempo.

A música invade o nosso interior, e mexe também com o coração de Deus. Não é apenas a letra que faz da música uma oração. A melodia e o rimo podem conduzir a alma a um estado de alegria, tristeza, desejo, amor, coragem, força, depressão, bem-estar, mal-estar, medo, esperança... E uma linguagem que fala a todos, transforma situações e muda comportamentos. Com sua harpa, Davi expulsava demônios que se apossavam de Saul, sem precisar botar a mão na cabeça dele (1 Samuel 16.23)!

Nos dias atuais, graças à tecnologia, as possibilidades musicais são ainda maiores. Os efeitos sonoros que podem ser somados às vozes e aos sons dos instrumentos são infinitos. Quem lida com música precisa conhecer profundamente os detalhes da sonorização. Todo músico - cantor ou instrumentista - precisa ouvir a gravação do som produzido, avaliar e melhorar na próxima vez. As pessoas comuns podem até achar que a mesa de som está ali para aumentar ou diminuir volume, mas os músicos não. Todos precisam explorar a tecnologia e aprimorar o que fazem.

Em Judá, mesmo sendo em menor número, mesmo tendo acesso a pouca tecnologia, mesmo sendo escolhidos para a função segundo clãs e famílias ao invés de serem escolhidos pelo prazer, dom e talento, os músicos que ministravam louvor a Deus já atuavam com dedicação integral, os levitas compunham, criavam, aprimoravam, ministravam, aperfeiçoavam, ensaiavam, e estavam sempre prontos para louvar a Deus, houvesse ou não grande número de adoradores no Templo. Eles sabiam que cantavam para o Senhor e o faziam com todo o coração, toda a alma e todo o entendimento. Hoje, a igreja de Deus precisa retomar este principio e destacar homens e mulheres cheios do Espírito Santo e sustenta-los, garantindo a dedicação integral para um ministério que não pode ser feito a toque de caixa, na correria do dia-a-dia, sem ensaio, sem oração, sem preparo e sem tempo. Eles devem ser santificados para fugirem também da vaidade que naturalmente alicia os talentosos. Os pastores e líderes precisam entender isto e agir.

Deus abençoe os músicos que louvam a Deus com toda a foça!

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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Levitas remunerados (1 Crônicas 6.31-32)

obreiros, é grande a seara, os trabalhadores são poucos, ministério de música
Devocional de 26/02/2014.

"Estes são os homens a quem Davi encarregou de dirigir os cânticos no templo do Senhor depois que a arca foi levada para lá. Eles ministraram o louvor diante do tabernáculo, da Tenda do Encontro, até quando Salomão construiu o templo do Senhor em Jerusalém. Eles exerciam suas funções de acordo com as normas estabelecidas" (1 Crônicas 6.31-32).

A tribo de Levi havia sido separada dentre as doze tribos de Israel em lugar dos primogênitos como aqueles que deveriam cuidar do Tabernáculo. Quando Davi se tornou rei, ele estabeleceu que parte desses levitas deveria ministrar o louvor diante do Tabernáculo, na Tenda do Encontro. Davi estabeleceu também que estes louvores a Deus fossem expressados como música diante da Arca da Aliança depois que ela fosse levada ao Templo (que ainda viria a ser construído por seu filho Salomão). Os nomes das pessoas encarregadas desse serviço e as normas para sua execução foram estabelecidas e seguidas durante anos.

Muitos anos depois, já no período do exílio, quando o povo de Israel e de Judá foi deportado para Assíria e Babilônia, os dois livros de Crônicas foram escritos com o intuito de registrar não somente a história dos reis de Israel, mas também para preservar a genealogia e a identidade dos israelitas. A identidade de Israel era fortemente associada ao Tabernáculo, e consequentemente ao Templo. E ao se referir ao Templo, a adoração é lembrada não somente na questão dos sacrifícios conduzidos pelos sacerdotes, mas também pelos cânticos liderados por este grupo de levitas.

A música marca uma geração. Nem mesmo os profetas, apesar de suas escolas, eram registrados como uma classe organizada de ministração em Israel (pelo contrário, os profetas geralmente eram odiados). Mas os cantores tinham seus nomes listados por turno e função. E as normas e procedimentos eram cuidadosamente ensinados e seguidos, destacando-se os detalhes do "como fazer", ou seja: os ritmos, as melodias, as combinações harmônicas que deveriam ser usadas em cada festa e em cada tipo de ministração.

A partir de Davi, o rei harpista que desde moço expulsava espíritos imundos enquanto tocava, o ministério de música foi estabelecido e organizado. Este ministério obteve grande responsabilidade e destaque em Israel, e assim se manteve durante gerações. A identidade de Israel como povo de Deus deve muito à música criada e ministrada em louvor ao Senhor.

E hoje? A música cantada nas igrejas em louvor ao Senhor tem a função semelhante de nos identificar como povo dedicado a Deus? Se a resposta fosse não, então precisaríamos reduzir ou até excluir o tempo dedicado à música na igreja... Mas nós acreditamos que sim, que existe uma relação entre o ministério de música na igreja de hoje e o ministério de música no Tabernáculo e no Templo de Jerusalém. Portanto, precisamos rever algumas questões, e a principal delas é a Profissionalização!

Ao organizar a adoração, o que o Espírito Santo fez (através de Moisés, de Davi ou dos líderes que vieram depois dele) foi profissionalizar a atividade, estabelecendo padrões e destacando pessoas para o exercício deste ministério. Essas pessoas tinham obrigações para com o templo e trabalhavam nisto com dedicação exclusiva. Em contrapartida, o governo de Israel garantia o sustento desses levitas.

A Bíblia diz que não se pode amarrar a boca do boi enquanto ele faz o seu trabalho, e o trabalhador é digno do seu salário (1 Timóteo 5.18). Ao longo da história, este texto foi utilizado para justificar a remuneração de pastores, que atuam basicamente como pregadores, conselheiros e administradores - o que é justo. Mas é raro vermos alguém defendendo a profissionalização dos músicos na igreja. Por quê?

Alguns poderiam alegar que os músicos, ao contrário dos pastores, teriam a dedicação parcial e não integral. Que disse? Primeiro que há muitos pastores que trabalham no ministério com dedicação parcial, e ainda assim fazem retiradas eclesiásticas para acrescentar à renda secular que obtêm de seus trabalhos. Portanto, por que músicos, ainda que com dedicação parcial, não poderiam ser remunerados?

É preciso rever isto. É claro que o trabalho voluntário (sem remuneração) sempre existirá e deve ser incentivado. Mas se a igreja tem condições de sustentar diversidades de ministérios e entender que há obreiros que deixam de se dedicar ao Reino de Deus porque precisam trabalhar em outras coisas para garantir renda mínima em atividades seculares, é claro que a igreja deve investir nesses obreiros.

Entenda: não estou defendendo que o ministério de música seja mais importante ou tão importante quanto o ministério da palavra... nem que o ministério de ensino e supervisão de células seja mais ou menos importante que o ministério de administração e finanças. A questão aqui não é a relevância de uma coisa versus a outra, pois assim como os membros do corpo têm diferentes funções e todas são importantes, assim também os diferentes ministérios têm diferentes atribuições e todos são importantes (Romanos 12.4-8). O que estou afirmando é a igreja hoje muitas vezes deixa de crescer e multiplicar seu alcance porque embora valorize e remunere as funções administrativas e pastorais, ela deixa de valorizar, remunerar e consequentemente cobrar mais de outras funções que são tão importantes quanto estas, especialmente aquelas ligadas à música, ao evangelismo urbano, à diaconia, à ação social, à portaria, à alimentação, a oração e outras funções consideradas fundamentais em muitas reuniões da igreja.

De novo: Estou defendendo o fim do voluntariado? De modo nenhum! É exatamente o voluntariado que torna a igreja tão rica e tão linda, com tanta gente trabalhando, se alegrando e louvando a Deus com seus dons... Mas estou sugerindo que a coordenação e a execução contínua de funções fundamentais ao bom funcionamento da rotina da igreja sejam profissionalizadas, isto é, que as responsabilidades fiquem claras e as pessoas sejam remuneradas para essas funções assim como os pastores o são. A profissionalização tornaria as pessoas menos dedicadas? De modo nenhum. O fato de um ministro receber dinheiro da igreja onde atua o tornaria mercenário ao invés de missionários? Claro que não. Defender isto seria o mesmo que afrontar todos os pastores que hoje fazem retiradas.

Quanto cresceríamos se pudéssemos garantir a dedicação de um grupo de pessoas experimentadas, dedicadas, talentosas e cheias do Espirito Santo, para preparar com profissionalismo o louvor da igreja, a intercessão contínua, o convite para a vizinhança vir aos cultos, a comunicação dos cultos através de tv, internet, rádio, etc., a comunicação adequada da mensagem, a atividade social da igreja, o ensino da palavra e a pregação? 

Se a igreja cristã hoje não pode contar com o privilégio bíblico de ser patrocinada com dinheiro público, uma vez que uma nação dedicada a Deus entendia que o louvor patrocinado trazia bênçãos para o país, e por isso mantinha seus levitas, não tenho dúvidas de que nós os crentes não deveríamos deixar de dedicar com todo amor os dízimos e ofertas para a manutenção de missionários, músicos e mestres, além da adoção de órfãos, viúvas e pessoas carentes em recuperação. Investir no Reino de Deus é investir em pessoas!

O perfil da sociedade mudou, e o da igreja também. Quando o protestantismo chegou ao Brasil através de missionários americanos e europeus, esses missionários dedicavam pastores à igreja, e esses pastores eram "faz-tudo" na rotina da igreja, tanto nos cultos quanto no dia-a-dia. Eles recebiam na porta, cantavam, tocavam, pregavam, pediam oferta, contavam dinheiro, pagavam as contas, ajudavam os necessitados, evangelizavam o bairro, aconselhavam as famílias, ensinavam bíblia na escola dominical, promoviam cultos nos lares, denunciavam a corrupção, abriam o templo, fechavam o templo, intercediam pelos crentes, enfim... faziam tudo! Recebiam alguma ajudinha de irmãos voluntários, mas esses irmãos não tinham estrutura nem dedicação para fazer algo excelente, e o número de pessoas que frequentava uma igreja era pequeno, bem como o dinheiro envolvido. Era justo que esta dedicação exclusiva fosse remunerada.

Hoje, porém, as igrejas contam com dezenas, centenas e algumas até com milhares de pessoas envolvidas no ministério! Os pastores lideram e supervisionam algumas funções, mas outras nem vão acontecer se depender deles... Grupos de louvor se revesam em atualização, preparação individual, ensaios, orações, ministrações e improvisações... Grupos de dança da mesma forma... atores de teatro, professores, conselheiros, evangelistas, missionários, pregadores, porteiros, diáconos, intercessores, decoradoras, cozinheiras, líderes de células, supervisores de células, operadores de áudio, operadores de vídeo, fotógrafos, redatores de boletins, jornais, sites, revistas, etc. E infelizmente muitas atividades nem são exercidas porque "falta gente" mesmo tendo o Senhor dado à igreja uma pessoa com talento para se dedicar a isto. O exemplo que mais corta o coração certamente é o do missionário-evangelista. Quanto deixamos de abençoar o Brasil e a nós por não conseguirmos enviar e bancar evangelistas para uma região periférica ou interiorana do Estado!!!

Significa que todos devem ser remunerados por qualquer trabalho eclesiástico? Claro que não! Mas a igreja precisa avaliar com amor e entender se alguma dessas funções que não existe viria a acontecer ou se, existindo, produziria resultado significativamente melhor se a função fosse remunerada, isto é, o que aconteceria se algumas das pessoas que hoje executam essas tarefas no horário possível fossem separadas para isto com dedicação de tempo maior. Há muito o que fazer! Há muitas cidades, mesmo aqui no sudeste, onde as pessoas não têm acesso ao Evangelho... E muito mais campo de trabalho há ainda se considerarmos missões indígenas, ações sociais no sertão e missões inter-culturais...

Por que o rei Davi promoveu a profissionalização no templo? Porque ele amava o Senhor e queria promover o crescimento Reino de Deus! Toda organização envolvendo muita gente, e consequentemente, muito dinheiro, precisa ser profissionalmente estruturada para atingir seus objetivos. O lucro da igreja são vidas! A igreja precisa direcionar seus esforços para o louvor da glória de Deus, isto é, para que a comunidade à sua volta se converta a Cristo; para que as comunidades vizinhas sejam impactadas e abram novas igrejas; para que as pessoas que se converteram e estão na igreja cresçam espiritualmente, sejam discipuladas e se tornem obreiros; para que os cultos sejam inspiradores e sempre cheios de visitantes outrora sem-igreja; para que a fome e a miséria sejam extirpados; para que o pecado da nação seja denunciado; para que o Espírito Santo sempre atue na igreja (por isso é necessário muita oração); para que os doentes sejam curados, os espíritos imundos sejam expulsos, as almas feridas sejam saradas e as famílias reestruturadas; para que a glória do Senhor cause impacto em todos nós - e não apenas uma rotina onde todos já sabem o que vai acontecer logo em seguida. Todo dinheiro possível deve ser empregado nisto! Quando a sociedade perceber o benefício que a salvação de vidas traz à nação, desde a redução de doenças até a queda da violência, ela certamente terá prazer em investir nesta causa.

Isto é algo que as igrejas do Senhor na América e na Europa pararam de fazer, e por isso o pecado cresceu e o reino de Deus foi sendo deixado para trás... É contra isso que precisamos lutar e dedicar todo nosso esforço e inteligência, como Davi fez ao destacar os levitas no templo de Jerusalém. Não podemos admitir que o Evangelho no Brasil seja diminuído em seu alcance. Não podemos deixar que as pessoas deixem de frequentar as igrejas. Temos que combater o bom combate e alocar o maior número de obreiros como "militantes" cristãos que lutam pela causa de Cristo: a salvação de vidas!

Que nossa sociedade e nossos governantes sejam visitados pelo Espírito Santo e aprendam com o rei Davi a priorizar a adoração a Deus como a coisa mais importante que deve acontecer em nossas vidas e em nossa nação. É grande a seara e são poucos os trabalhadores (Lucas 10.2)! Precisamos rogar ao Senhor da seara para que mande mais trabalhadores, e também alertar aos administradores da seara para que contratem mais trabalhadores. Precisamos ter levitas remunerados. Vamos orar e trabalhar por isto!

Deus te abençoe. Graça e Paz!

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Oração pelo novo presidente (2 Reis 23.2-3)

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Devocional de 25/02/2014.

"Depois o rei subiu ao templo do Senhor acompanhado por todos os homens de Judá, todo o povo de Jerusalém, os sacerdotes e os profetas; todo o povo, dos mais simples aos mais importantes. Para todos o rei leu em voz alta todas as palavras do Livro da Aliança, que havia sido encontrado no templo do Senhor. O rei colocou-se junto à coluna real e, na presença do Senhor, fez uma aliança, comprometendo-se a seguir o Senhor e obedecer de todo o coração e de toda a alma aos seus mandamentos, seus preceitos e seus decretos, confirmando assim as palavras da aliança escritas naquele livro. Então todo o povo se comprometeu com a aliança" (2 Reis 23.2-3).

Meu Senhor e meu Deus:

A Tua Palavra nos mostra o teu zelo pelos reis e pelas autoridades.
Nem mesmo o Senhor Jesus deixou de pagar tributo a César.
Ao longo da história de Israel, o Espírito Santo inspirou teus servos a descrever o princípio e o fim, os atos e as omissões, o temor de Deus e a idolatria do coração de cada um dos reis que governaram a nação.
Fossem eles bons ou ruins, sábios ou tolos, duradouros ou passageiros, do norte ou do sul, o Senhor cuidou para que os atos de cada um deles fossem relatados no Teu Livro.

Pai, o Teu povo não se restringe mais a uma só nação no mundo.
Em todo lugar aonde o Nome do Senhor é invocado, ali o Senhor está.
E se preocupa com a justiça e a santidade em cada nação, e por isso zela por cada governante.
Assim como ungiste reis para a Síria... assim como desafiaste Faraó... assim como falasse aos reis de Tiro, Sidon, Assíria, Babilônia... em todas as nações da terra, tu tens propósito!

Senhor, eu seu que amas o Brasil.
Sei que estás triste pela iniquidade que assola a nossa nação.
Sei também que não és indiferente à terrível corrupção que destrói nosso povo, especialmente nossas autoridades.
Ó, Deus, livra-nos dessa bandidagem, dessa politicagem imunda, dessa podridão moral no trato com a coisa pública.
Livra-nos desses ladrões que desviam o dinheiro que deveria ser empregado nos hospitais, nas escolas, nas estradas, na segurança, no cuidado... e alimentam o podre projeto de poder perpétuo custe o que custar...

Livra-nos, Deus, dessa imoralidade que corrói o Brasil.
Desses eventos que só alimentam o turismo sexual, a pedofilia, o tráfico humano, o tráfico de drogas, a bebedice, a idolatria, a perversão e a imoralidade.
Livra-nos desses governantes que aplicam o dinheiro que deveria comprar remédios em circo para o povo, em drogas, em bebidas e em 100 mihões de preservativos para incentivar a prática da prostituição principalmente nessa data chamada carnaval.
Tem misericórdia, Ó Deus, e tira do poder esses bandidos que pretendem implantar uma ditadura comunista no país, que se agarram a planos perversos e demoníacos, que se espelham em mentirosos corruptos que só fizeram mal à humanidade, como Marx, Stalin, Lenin, Chaves, Fidel e outros.
Abre os olhos do Brasil, Senhor! Desperta o povo brasileiro, e livra-nos dessa quadrilha de mensaleiros que ainda dirige o país mesmo de dentro da cadeia.
Tem misericórdia, Senhor, confunda-os e derruba-os, Deus!

Levanta o novo Josias para o Brasil, Senhor!
Faz um milagre, converta os corações brasileiros, transforma as estruturas partidárias, e permita que homens e mulheres tementes ao Senhor, que amam a tua Palavra, que têm aliança contigo se candidatem e vençam essas eleições.
Coloca-os em todos os cargos importantes da nação, Senhor! Desde deputados estaduais, até federais, senadores e governadores, e principalmente o presidente da república...
Levanta o teu ungido, Senhor. Dá-lhe coragem, ousadia, vitórias internas em seu partido, condições de fazer uma campanha limpa e bonita, e dá-lhe a vitória milagrosa contra todas as perspectivas, Pai. Em nome de Jesus!
Se o servo que o Senhor tem para esta hora for o Senador Magno Malta, ó Deus, abre todas as portas para ele, implanta o Teu Reino em nosso Brasil, derruba os adversários e permita que ele seja o teu instrumento para esta hora!
Que tua graça seja com ele e com todos os que andam em teus caminhos.
Se o teu escolhido para este momento for outro, revela-o, levanta-o, trata-o e lhe dê a vitória!

Converta o Brasil para Ti, Senhor!
Que a Tua Palavra seja o padrão de todas as casas legislativas, executivas e judiciárias do nosso país. E assim sejamos livres do mal, e andemos em Teus caminhos.
Em nome de Jesus! Amém.

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domingo, 23 de fevereiro de 2014

Não copie o altar dos outros (2 Reis 16.10-16)

2 Reis 16.10-16, Não copie o altar dos outros
- Devocional de 24/02/2014.
- Mensagem ministrada na Igreja Batista Central do Barreiro em 23/02/2014, no culto das 10h.
- Mensagem ministrada na Igreja Batista Bíblica da Paz, em Ibirité, em 23/02/2014, no Congresso Reaviva - "o fogo arderá continuamento sobre o altar e não se apagará"

"Então o rei Acaz foi a Damasco encontrar-se com Tiglate-Pileser, rei da Assíria. Ele viu o altar que havia em Damasco e mandou ao sacerdote Urias um modelo do altar, com informações detalhadas para sua construção. O sacerdote Urias construiu um altar conforme as instruções que o rei Acaz tinha enviado de Damasco e o terminou antes do retorno do rei Acaz. 

Quando o rei voltou de Damasco e viu o altar, aproximou-se dele e apresentou ofertas sobre ele. Ofereceu seu holocausto e sua oferta de cereal, derramou sua oferta de bebidas e aspergiu sobre o altar o sangue dos seus sacrifícios de comunhão. 

Ele tirou da frente do templo, dentre o altar e o templo do Senhor, o altar de bronze que ficava diante do Senhor e o colocou no lado norte do altar. Então o rei Acaz deu estas ordens ao sacerdote Urias: "No altar grande, ofereça o holocausto da manhã e a oferta de cereal da tarde, o holocausto do rei e sua oferta de cereal, e o holocausto, a oferta de cereal e a oferta derramada de todo o povo. Espalhe sobre o altar todo o sangue dos holocaustos e dos sacrifícios. Mas utilizarei o altar de bronze para buscar orientação". E o sacerdote Urias fez como o rei Acaz tinha ordenado" 
(2 Reis 16.10-16).

O primeiro e o segundo livros de Reis contam a história resumida de todos os reis de Judá (reino do sul, descendentes de Davi, Jerusalém) e Israel (reino do norte, rebeldes, Samaria), desde a divisão do reino após a morte de Salomão até os cativeiros assírio e babilônico. Uma leitura rápida sobre esses reis vai deixar claro que, ano após ano, os reis do norte (Israel) eram geralmente - em maior ou menor grau - aqueles que andavam no caminho da desobediência e da idolatria, levando o povo a cada vez se afastar mais de Deus, enquanto que os reis do sul (Judá) eram geralmente - em maior ou menor grau - homens que viviam no temor de Deus, e seguiam o caminho do rei Davi.

Porém, houve um rei de Judá chamado Acaz, que não fez o que Deus aprova conforme seu antepassado Davi, mas seguiu os passos dos reis de Israel e implantou os costumes pagãos entre o povo de Deus. Ele foi tão infiel a Deus, que se tornou responsável pelo fim da adoração no templo em Jerusalém (2 Crônicas 28.24).

A Bíblia conta que Judá estava sendo duramente atacado pelos reinos de Israel (norte) e Síria. Acaz teve medo e ao invés de consultar o Senhor, enviou mensageiros para a Assíria (hoje Iraque), pedindo-lhe que o salvasse. Ofertou a Tiglate-Pileser (III), rei da Assíria, toda a prata e todo o ouro que estavam no palácio e no templo de Jerusalém, e foi socorrido. Rezim, rei de Síria foi morto e Damasco, capital de Síria, foi tomada pela Assíria.

Damasco era então a grande novidade, a maravilhosa conquista obtida pela Assíria, e ficava no caminho entre Jerusalém (capital de Judá) e Nínive (capital da Assíria), mais para perto de Judá. Então Tiglate-Pileser e Acaz se encontraram em Damasco, e ali Acaz foi influenciado a admirar não somente aquela bela cidade, mas também o grande e belo Altar que havia em Damasco.

Imagino Tiglate-Pileser dizendo a Acaz: "Ei, moço, isso aqui é que é altar! Vou mandar que desenhem isso e façam um igual lá em Nínive pra mim... Por que você não faz isso também, Acaz? Aquele altarzinho lá de Jerusalém precisa mudar! Aprenda comigo... Eu sempre faço as coisas mudarem, tiro todo mundo da zona de conforto... eu troco as pessoas de cidade, misturo as religiões delas, as famílias, as ocupações... assim todos se tornam mais unidos e o mundo se torna mais perfeito, um lugar único, onde todos um dia seremos um só povo, em um só espírito, uma só fé, uma só família... Isso não é lindo, Acaz?"

Acaz estava submisso e apaixonado pelo jeito de administrar de Tiglate-Pileser III: "Claro, você está certo! Vou fazer isso agora! Se eu não exercer domínio sobre os sacerdotes de Jerusalém, certamente eles vão hipnotizar o povo contra mim." E assim Acaz também tirou uma cópia do altar de Damasco e ordenou que imediatamente fosse implantado no em Judá.

Mas o Altar é do Senhor, não do homem! O Altar do Senhor pode não ser o maior, nem o mais bonito, mas é o Altar que Ele desenhou e ordenou que se fizesse conforme Ele mostrou (Êxodo 25.9).

Assim como Acaz não poderia ter importado um modelo de Altar de outra nação para implantar em Jerusalém, assim também você não deve copiar o Altar de outro irmão, de outra igreja, de outra família, de outro ministério, e muito menos de outra religião para colocar em sua vida e ali sacrificar a Deus.

O fogo deve permanecer continuamente aceso no altar, mas assim como não adianta oferecer fogo estranho ao Senhor (Números 26.61) também não é permitido sacrificar em Altar estranho ao Senhor.

E o que é um Altar Estranho? É qualquer forma de adoração que não seja aquela que o próprio Deus preparou para que você o adore. 

Você já viu um olho falando, uma mão cheirando ou uma boca pensando? Assim como no mundo natural cada parte do corpo tem o seu dom e a sua função, assim também no Reino de Deus cada ministro e cada povo deve oferecer ao Senhor um sacrifício em conformidade com aquilo que Deus estabeleceu~(Romanos 12.3-8). Você viu uma dança diferente, uma música diferente, um modelo diferente de discipulado ou de reunião na igreja tal? Pergunte ao Senhor se é isso que ele quer para sua igreja antes de implantar. Você viu um irmão adotando uma prática diferente de oração, de intercessão, de leitura bíblica, de evangelismo, de comunhão ou de ação social? Pergunte a Deus se este Altar é para você também adorá-lo dessa forma, ou se é um altar exclusivo entre aquele irmão e o Senhor!

Querido(a): Você não é a Ana Paula Valadão! Você não é o Silas Malafaia! Você não é o R R Soares. Você é você!!! A sua igreja não é a Batista da Lagoinha! O seu ministério não é a Comunidade da Graça! O seu pastor não é o apóstolo Terra Nova! A sua igreja é a igreja que Deus desenhou pra você, o seu ministério é o que o Senhor estabeleceu pra você, aqui é o lugar onde Deus te plantou, o seu pastor é o homem que Deus elegeu pra discipular sua vida!!!

Não estou dizendo que as coisas não podem melhorar, que as mudanças não sejam bem-vindas, ou que você tenha que manter tudo como está sempre... Não!!! Mas faça as mudanças com cuidado, não saia copiando tudo de todos de qualquer jeito... Ouça todas as músicas, assista todos os vídeos, leia todos os livros, examine tudo, e fique com o que é bom (1 Tessalonicenses 5.21)! 

Ei, guitarrista: Não pegue um arranjo bacana que você ouviu em uma música secular e implante sem orar numa música cristã. Ei, moça: Não corra pra comprar uma roupa, ou adotar um corte de cabelo, ou um sapato diferente só porque você viu na Globo e achou bonito. Não faça isso! Ore primeiro...

Vivemos um tempo em que somos pressionados para que as mudanças aconteçam com muita velocidade, quase que sem pensar... no qual aquilo que está sendo feito em determinado lugar e pareceu bom precisa ser imediatamente implantado e aderido por todos... onde a ansiedade domina e o medo de "ficar pra trás" acabam fazendo com que as pessoas tomem decisões equivocadas, sem pesar o impacto dessas mudanças em suas vidas, no relacionamento com Deus, na família, na igreja e na comunidade.

Mude sim. Mude muito. Transforme-se se necessário! Mas faça tudo segundo a orientação do Senhor! Não faça como Acaz... Não ponha o Altar de Damasco no templo de Jerusalém. Não cabe!

Outra coisa: O sacerdote Urias deveria ter resistido a Acaz. O ofício de Acaz era o governo! Urias era o responsável pelo templo... Ele deveria ter usado sua autoridade espiritual e barrado o projeto do rei. Quando fazemos as coisas erradas, a responsabilidade geralmente não é só de quem faz, mas também de quem se omite. É preciso saber dizer não. É preciso saber discordar. Se você discorda de alguém, não significa que você não ame ou não respeite este alguém. Reprovar uma idéia não significa reprovar uma pessoa. Não seja omisso! Seja livre para trazer a verdade à luz da Palavra toda vez que você entender que as coisas estão tomando um caminho diferente. Não importa se quem falou é seu pastor, seu prefeito, seu presidente, seu pai, sua mãe, seu marido. Submissão a autoridade não significa obediência cega! Significa respeito e obediência á palavra final, mas sem omitir a sua própria opinião sobre determinado assunto.

Temos perdido muito pela falta de debate. Alegando falta de tempo ou outras desculpas, tem sido comum líderes cristãos agirem sem conversar com as pessoas, sem consultar os sacerdotes, sem ouvir os mais velhos. É preciso se lembrar que na multidão de conselhos há sabedoria (Provérbios 24.6)! Como eu fico triste quando vejo nossa nação alterando suas leis municipais, estaduais e federais com base em simples conchavos partidários ao invés de debate de idéias... Uma das maiores maldições em nosso país está no fato de que uma lei só é aprovada ou reprovada com base na politicagem... Um vereador ou um deputado são conhecidos por sempre votarem a favor ou contra o prefeito ou o governador ou presidente... Um político nem escuta o que o outro tem a dizer se a proposta vem de um partido que é contra o partido dele... Peraí!!!! Cadê o debate de idéias? Não se pode apoiar por apoiar nem fazer oposição por oposição! Observeo conteúdo... Não faça como o sacerdote Urias, que apoiou Acaz incondicionalmente... Veja como Natã repreendeu o próprio rei Davi quando ele pecou com Bate-Seba! 

E finalmente: Tome cuidado com quem te influencia. Acaz estava politicamente apaixonado por Tiglate-Pileser III. Se o rei da Assíria tivesse dito a ele que beber xixi atrairia prosperidade, o idiota do Acaz beberia! Eu sei que você admira algumas pessoas, aquela amiga que você deseja ser como ela, aquele preletor em quem você se inspira, aquela figura pública que você segue nas redes sociais, o chefe que você ama e daria a vida por ele, aquela pessoa por quem você conserva grande gratidão porque ela te salvou em um momento difícil... tudo bem! Mas tome cuidado. Bem-aventurado aquele que não anda segundo os conselhos dos ímpios (Salmo 1.1). Não seja como Acaz, que trocou sua fidelidade a Deus pela amizade do rei da Assíria. Os valores do mundo são diferentes dos valores de Deus. O mundo aprecia coisas e atos que não servem pra você (1 João 2.15). Selecione melhor os seus amigos e até os posts que você lê no facebook. Tudo que acontece a sua volta te influencia! Influencie-se pelo que é bom.

É preciso que haja fogo no Altar... sempre... sem parar... Mas em que Altar? Não adianta você andar rápido, num carro veloz, na estrada certa, mas em sentido contrário... Não adianta colocar fogo no altar errado... É o Altar que santifica a oferta (Mateus 23.19). O Altar do Senhor é santíssimo (Êxodo 40.10). É no Altar que você oferece seu corpo a Deus como sacrifício vivo, santo e agradável. É no Altar com Deus que você culta a Deus através de um Culto Racional. É no Altar que você percebe que não pode se amoldar ao padrão deste mundo. É no Altar que você diariamente renova a sua mente em Deus. É no Altar que você experimenta e comprova a boa, perfeita e agradável vontade do Senhor (Romanos 12.1-2).

Não copie o Altar dos outros. Seja sacerdote!

Graça e Paz!

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O homem de Deus está na cidade! (2 Reis 8.7)

blog, Ben-Hadade, Damasco, Síria, Eliseu, profeta, homem de Deus
Devocional de 23/02/2014.

"Certa ocasião, Eliseu foi a Damasco. Ben-Hadade, rei da Síria, estava doente. Quando disseram ao rei: 'O homem de Deus está na cidade' " (2 Reis 8.7).

Eliseu, o principal discípulo de Elias, era um homem de Deus. Pelas mãos de Eliseu, o Senhor operou sinais e maravilhas incríveis. Eis algumas delas:
- jogou sal na nascente da água de uma cidade e a água ficou pura;
- amaldiçoou 42 jovens zombadores e eles foram despedaçados por duas urças;
- multiplicou o azeite da viúva de um de seus discípulos;
- ministrou sobre uma sunamita estéril e ela veio a dar à luz um ano depois;
- ressuscitou o filho desta sunamita quando ele, já crescido, veio a falecer;
- mandou a sunamita sair de Israel por 7 anos para não passar pela fome que viria;
- jogou um pouco de farinha na panela de seus discípulos e o veneno foi anulado;
- multiplicou 20 pães para alimentar 100 homens e ainda sobrou;
- mandou o comandante sírio Naamã se banhar 7 vezes no Jordão para se curar da lepra;
- amaldiçoou e fez ficar leproso seu servo Geazi por ele ter mentido e cobiçado bens de Naamã;
- fez flutuar no Jordão um ferro de machado emprestado que tinha soltado e caído no rio;
- descobriu pelo Espírito as estratégias do rei da Síria e avisava o rei de Israel para que não caísse em suas ciladas;
- abriu os olhos espirituais do servo para que ele enxergasse cavalos e carros de fogo;
- amaldiçoou os sírios com cegueira e depois lhes abriu os olhos;
- descobriu pelo Espírito que o rei de Israel enviou mensageiros para matá-lo;
- profetizou o fim do período de fome no dia seguinte e isto se cumpriu;
- profetizou a morte do oficial que duvidou da profecia anterior e ela se cumpriu;
- profetizou a vitória de Israel sobre a Síria (já próximo de morrer);
- ressuscitou um morto que foi jogado em seu túmulo (já depois de morto).

Ainda em vida, a fama de Eliseu cresceu de tal modo que os reis gostavam de ouvir os prodígios (2 Reis 8.3). Não somente em Israel, mas também na Síria, Eliseu era admirado e bem tratado pelos reis e seus oficiais. Todos o respeitavam como "homem de Deus".

Quando Eliseu, certa ocasião, chegou em Damasco, e Ben-Hadade, rei da Síria estava doente, logo disseram a ele que o "homem de Deus" estava na cidade. O rei rapidamente mandou consultá-lo, e Eliseu profetizou o que aconteceria, e assim se fez.

Passado o período dos profetas, veio um período de silêncio, mas com João Batista, Jesus e os apóstolos, a glória de Deus voltou a se manifestar, com sinais, prodígios e milagres ainda maiores. O Espírito de Deus, presente no ministério de Elias, de Eliseu, dos demais profetas, de Jesus e dos apóstolos, esteve presente também na vida de Paulo, indicando a continuidade da manifestação da glória de Deus sobre a terra.

Na história da Igreja, são muitos os exemplos de homens e mulheres que foram instrumentos de Deus para a manifestação de Sua glória, ministrando profecias e milagres. Porém, nos últimos tempos, grande parte da Igreja cristã - ministros e leigos - tem se deixado corromper pelas facilidades da vida, e assim têm falhado em viver a santidade e a vida de oração que se esperaria de cristãos "dos últimos dias". A pergunta que paira sobre nós hoje é: "Quando o Filho do Homem vier, encontrará Fé na terra?" (Lucas 18.8).

Precisamos admitir que a famosa advertência "Muita oração, muito poder; pouca oração, pouco poder; nenhuma oração, nenhum poder" tem encontrado em nossos dias mais aderência nas últimas opções do que na primeira. E se há pouca ou quase nenhuma oração, é porque há poucos ou raros "homens de Deus".

imagine uma pesquisa de opinião pelas ruas da cidade, perguntando; "O que te vem à mente quando alguém cita a palavra "pastor"? Pode substituir por presbítero, obreiro, missionário, bispo, sacerdote, padre, profeta, o que quiser... qual é o perfil que você traça? que desenho você faz?"

Quem dera nossa sociedade respondesse "homem de Deus" a esta pergunta! Contudo, infelizmente, temos que considerar que o resultado ainda tende muito a resultados indesejáveis, tanto em termos de caráter quanto em qualificações naturais ou espirituais. 
Isso precisa mudar. O homem de Deus precisa chegar a nossas cidades!

Quando o homem de Deus está na cidade essa cidade treme! Veja o que aconteceu quando Jesus chegou em Gerasa: os espíritos imundos conduziram as pessoas possessas ao seu encontro e disseram: "o que queres conosco, Filho do Deus Altíssimo?" (Marcos 5.7).

Quando o homem de Deus está na cidade, as autoridades querem ouvi-lo e se aconselham com ele, como Ben-Hadade fez!

Quando o homem de Deus está na cidade, não somente algumas pessoas buscam a Deus, mas ocorre uma conversão maciça na cidade, uma transformação cultural, uma libertação espiritual em cada praça, em cada rua, em cada família... o ambiente muda, o clima muda, a vida e a alegria são diferentes...

Precisamos ser homens e mulheres de Deus que atraem para si o poder do Espírito Santo, a unção de Deus, o amor de Cristo e a realização de milagres, sinais, prodígios e maravilhas em nome do Senhor Jesus. Precisamos revisar nossa disciplina espiritual para oração, leitura bíblica, comunhão com os santos, partilha do pão e testemunho de vida. Precisamos ser o sal da terra e a luz do mundo nas cidades em que vivemos. Precisamos ser a resposta e o modelo de vida que todos precisam. Precisamos amar o Senhor com todas as nossas forças, e amar nosso próximo com toda a nossa empatia.

Deus nos abençoe! Graça e paz.

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sábado, 22 de fevereiro de 2014

Idolatria Evangélica (2 Reis 1.3)

1 Reis 1.3, Baal-Zebube, Acaso não há Deus em Israel?
Devocional de 22/02/2014.

Mas o anjo do Senhor disse a Elias, o tisbita: Levanta-te, sobe para te encontrares com os mensageiros do rei de Samaria, e dize-lhes: Porventura não há Deus em Israel, para irdes consultar a Baal-Zebube, deus de Ecrom? (2 Reis 1.3)

Não seria exagero se o trecho entre o final de 1 Reis e o início de 2 Reis fosse chamado de 1 e 2 Profetas, ou algo assim. Os reis de Israel, afastados da vontade do Senhor, eram meros coadjuvantes nessa narrativa dos atos de Deus na história de Israel.

Acazias, o substituto de Acabe, era um desses. Ferido por um acidente caseiro em seu próprio quarto, ficou com medo de morrer e ao invés de buscar o Deus de Israel, enviou mensageiros para consultar Baal, em Ecrom. O profeta Elias foi avisado disso pelo anjo do Senhor, e recebeu ordens expressas para repreender Acazias. Elias obedeceu sem pestanejar e mandou os mensageiros de Acazias perguntarem a ele: "Acaso não há Deus em Israel?". Acazias não se arrependeu e morreu com apenas dois anos de reinado.

Esta pergunta de Elias nasceu no coração de Deus. É uma expressão do ciúme de Javé em relação ao seu povo, ciúme este que lhe incendeia o coração toda vez que seu povo troca a riqueza do seu eterno amor pelo engano da prostituição com falsos deuses. A idolatria - essa busca por outros deuses - é vista pelo Senhor como adultério e prostituição espiritual.

O Israel de Deus hoje é a Igreja. Quando o Messias foi rejeitado pelos judeus, o Senhor estabeleceu através dele uma Nova Aliança com os discípulos de Cristo, que foram agregados pelo ensino dos apóstolos, pela comunhão, pelo partir do pão e pelas orações, formando a Igreja de Jesus na terra. Porém, muitos erros cometidos por Israel em sua história são ainda repetidos pela Igreja hoje. O maior deles é a idolatria.

O cristão é idólatra quando deixa de confiar em Jesus e consulta outro "deus" para resolver seus problemas. Os "deuses" preferidos dos cristãos para cometer idolatria são outros cristãos, chamados "santos". Mas há muitos outros "deuses" idolatrados em nossos dias.

A idolatria mais conhecida é aquela cometida com os "santos" formalizados pela Igreja Católica Romana. Deus fica indignado ao se dar em acesso livre e direto e mesmo assim ver muitos dos que creem fazendo orações para Pedro, João, Expedito, Judas Tadeu, Luzia, Ana ou Maria em todas as suas formas de "nossa senhora xyz". Sendo eu um cristão nascido e convertido a Cristo dentro da Igreja Católica, oro muito pelos católicos, para que eles abandonem o "panteão" e se curvem ao único e verdadeiro Deus.

A idolatria evangélica é pior que a idolatria católica, porque é mascarada, disfarçada, oculta, e passa desapercebida por enorme número de evangélicos. É sério o que vou dizer: Um grande número de evangélicos brasileiros hoje está adorando, louvando, cantando, dançando, dizimando, ofertando, orando, clamando e buscando um "deus" que não é o Deus de Israel. Ainda que esse falso "deus" receba o nome de "Jesus", "Espírito Santo" e "Deus Pai", a nomenclatura certa não livra ninguém de adorar o deus errado. É como os católicos fazem quando idolatram o "Divino Espírito Santo" ou o "Nosso Senhor Jesus do Bonfim", ou o "Santíssimo Sacramento do Corpo de Cristo", por exemplo.

Dura é esta palavra, mas ouça: Em muitos casos, o "deus dos evangélicos" nada mais é do que um deus criado pela mente carnal dos crentes: um deus dócil, inofensivo, pacato, domesticado, imediatista, fraco, covarde, indiferente, tolerante ao pecado, que não julga ninguém e que não traz em si a santidade e o caráter do Eterno Deus Todo-Poderoso.

"Acaso não há Deus em Israel?" é a pergunta. Por que cargas d'água então você precisa inventar para si mesma, geração idólatra, um deus que não é o Deus da Bíblia? Por que não se rende ao Deus de Abraão, Isaque e Jacó, o Senhor dos Exércitos, o Eterno, o Deus de Israel, o Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade e Príncipe da Paz, o Pastor e Bispo de nossas almas, o Rei da Glória, o Grande Senhor, o Altíssimo, o Soberano, o Justo e Santo Deus? Ele é Amor e Ira. Ele é Perdão e Vingança. Ele é Paz e Guerra. Ele é Princípio e Fim. Ele é! 

O deusinho evangélico, ao contrário, é medíocre: é um ídolo feito não por mãos, mas por corações carnais. Esse deus tem nome bíblico mas tem caráter pagão. A exemplo de Baal e dos deuses pagãos das nações idólatras que o Senhor mandou destruir, ele recompensa aquele que o busca para obter mais dinheiro, mais conforto, mais status, mais poder, mais fama, mais prazer e mais aceitação. Diferente do Senhor Jesus Cristo, esse deusinho não interfere na cultura do indivíduo e do seu povo, no seu jeito de fazer negócios, de pagar impostos, de namorar, de se casar, de se vestir, de se divertir, de cultuar e até de amar.

O deusinho evangélico quer que você ame as pessoas como se não houvesse amanhã, mas o Senhor Jesus ordena que você ame o próximo como Ele te amou. O deusinho evangélico quer que você faça disfarçadamente um culto a si mesmo fazendo um uso vão do nome de Cristo, mas o Deus da Bíblia manda que você o adore em Espírito e em Verdade com toda a sua alma, força, coração e entendimento. O deusinho dos crentes quer que você se divirta, brinque, curta e e se sinta bem, mas o Senhor dos senhores te chama a orar, vigiar, lutar, perseverar, resistir, sofrer e passar todo tipo de necessidade ou fartura por amor a Ele. O falso deus gospel deseja que você se vista como todo mundo se veste e se pareça com todo mundo para "ganhar todo mundo" (pra quem?), mas o Rei dos reis te manda rasgar as vestes, vestir saco, colocar cinzas na cabeça e chorar por si mesmo e pela sua nação. O fraco deus carnal quer que você fique, namore e se case como todo mundo e com todo mundo, se entregando ao prazer, mas o Santíssimo e Eterno Deus manda que você seja fiel ao seu cônjuge e seja uma só carne com ele(a). O baalzinho criado pela mente religiosa espera que você compre, venda, alugue, sonegue e tire vantagens dos outros em seus negócios e sempre se dê bem, afinal, ele está te abençoando! mas o Justo e Bendito Deus de Israel não aceita que você finte ninguém muito menos o governo, nem se aproveite da fraqueza dos outros, nem mesmo com juros indevidos, antes seja correto e irrepreensível em suas práticas comerciais, e enxergue o dinheiro como um meio para adquirir as coisas, não como um outro deus mamom a ser idolatrado.

É a sua cultura, aquilo que você faz no dia a dia que definem quem é o deus que você busca, e não o nome que você dá a esse deus ou à igreja aonde você vai de vez em quando. Orar em nome de Jesus não significa pedir o que você quer para a sua própria perdição e no final da frase anexar a senha "em nome de Jesus". Não! É preciso viver no Espírito e andar como Ele andou! 

A idolatria evangélica cria para si um falso deus toda vez que se justifica sem arrependimento, que adora sem se consertar com o irmão, que oferta ou dizima para receber algo em troca, que vive uma vida sem discernimento de pecado. Podem não chamar este deus de Baal-Zebube, mas é um deus falso que não é o Deus de Israel.

Que você acorde e saiba que há Deus em Israel, e Ele ordena que você adore somente a Ele!

Graça e Paz!

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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

O que você está fazendo aqui? (1 Reis 19.13)

Elias - Monte Horebe - Deus - Pastor Túlio - Devocional
Devocional de 21/02/2014,

"Quando Elias ouviu, puxou a capa para cobrir o rosto, saiu e ficou à entrada da caverna. E uma voz lhe perguntou: "O que você está fazendo aqui, Elias?" (1 Reis 19:13).

Depois da morte de Salomão, as doze tribos se dividiram em dois reinos: Judá, governado pelos descendentes de Salomão, com as tribos de Judá e Benjamim; e Israel, com as outras 10 tribos, governado por reis terríveis, que se afastaram cada vez mais dos caminhos de Deus. O final de 1 Reis dá ênfase principalmente ao que acontecia no reino de Israel. O pecado do povo e dos seus dirigentes era tão significativo que o protagonismo foi de alterando, de modo que os profetas, até então coadjuvantes, passaram a ser as principais personagens do reino.

O maior de todos os profetas desse tempo foi Elias. Conhecido como "perturbador de Israel", ele enfrentou e venceu os profetas de Baal em um desafio que deveria ter provocado grande conversão do povo. Mas embora o povo declarasse o Senhorio de Javé com palavras, a realidade não mudou, especialmente por causa da grande perseguição comandada por Jezabel, a perversa esposa do rei Acabe.

A terrível cruzada de Jezabel contra os profetas do Senhor se tornou em desafio pessoal para ela, de modo que Elias foi jurado de morte, teve medo e fugiu. Nessa fuga, Elias caminhou 40 dias e 40 noites até chegar em Horebe, o monte de Deus (é possível que Horebe seja o próprio Monte Sinai, onde Moisés recebeu a Lei e a revelação da Arca). 

Escondido numa caverna, Elias se deu como morto. Todos o procuravam! Certamente Jezabel daria grande recompensa a quem o entregasse... Elias se achava sozinho nessa batalha, considerando-se "o único que sobrou", pois todos os demais profetas já estariam mortos,  todos os demais israelitas já teriam rejeitado a aliança com Deus...

O Senhor fez uma pergunta a Elias: "O que você está fazendo aqui?" Elias respondeu prontamente, destacando seu zelo pessoal em meio a este cenário completamente desfavorável. O Senhor não fez nenhum comentário a respeito, como Elias provavelmente aguardava. Ele simplesmente mandou Elias sair da caverna e ficar no monte, na presença do Senhor, pois Ele passaria ali.

A presença do Senhor é tudo o que precisamos em momentos de angustia e temor. Deus não deixa seus profetas emudecidos, presos, enfiados no fundo de uma caverna. Ele grita: "Saia para fora!" e manifesta a Sua presença.

Elias não pôde deixar de relatar a surpresa que foi para ele essa manifestação da presença de Deus. Elias ficou em pé no monte e possivelmente foi derrubado por um vento impetuoso, talvez tão forte quanto o que se manifestaria aos discípulos no Pentecostes narrado em Atos 2. Mas o Senhor não estava no vento! Depois do vento houve um terremoto, provavelmente mais forte do que aquele enviado por Deus para derrotar os filisteus em 1 Samuel. Mas o Senhor não estava no terremoto. Elias conhecia a Deus, e se fosse "batista" faria uma comparação com as manifestações de Deus a Moisés, onde sempre havia fogo! E eis que veio o fogo, mas Elias teve discernimento para entender que o Senhor não estava ali. Então veio o murmúrio de uma brisa suave... Elias percebeu que valeu à pena passar por aquela viagem de 40 dias, por aquele deserto, por aquele sofrimento, por aquele vento, por aquele terremoto e por aquele fogo... só para se encontrar com Deus nesse momento... uma simples voz mansa e delicada como um leve sopro... um contraste incrível em relação a qualquer tipo de expectativa e experiência em relação a quem achava que poderia programar a ação do Todo-Poderoso... "É Ele!", pensou Elias. "Não sou digno de olhar pra Ele. Vou cobrir meu rosto!".

A voz suave repetiu a mesma pergunta que tinha feito no interior da caverna: "O que você está fazendo aqui?". Elias não gaguejou e repetiu a mesma resposta de antes. Mas dessa vez houve diálogo. Elias estava calmo, pronto para ouvir. O medo de Jezabel já não era mais alto do que a suave voz de Deus... Elias parou para escutar: "Você não está sozinho, Elias. Tem mais sete mil fiéis como você! Volte pelo mesmo caminho por onde veio e unja o novo rei da Síria, o novo rei de Israel e o novo profeta que vai continuar o seu trabalho". Elias voltou sem medo, cumpriu o que Deus lhe ordenou e profetizou também a morte de Acabe e de Jezabel, e tudo aconteceu conforme sua profecia. 

Elias ouvia a voz de Deus, mas a aflição e o medo não lhe deixavam conhecer e praticar a vontade de Deus. Ele acabou fugindo para um lugar aonde talvez não fosse necessário. É como se Elias tivesse feito como Jonas, e tomado um navio para Társis ao invés de profetizar contra a Assíria. Que raios estaria fazendo um profeta medroso dentro da caverna em um momento dessa relevância? Só as pedras poderiam escutar os oráculos de um profeta escarafunchado no interior de uma caverna, borrado de tanto medo...

Profetas não existem para temer. João Batista, o maior de todos, teve sua cabeça decepada, mas não deixou de falar o que era para ser dito! A mensagem do Altíssimo é doce como o mel quando está na boca, mas é amarga como fel quando está no estômago (Apocalipse 10.10). Ninguém pode guardar para si aquilo que recebe de Deus. É preciso profetizar!

Talvez você, assim como Elias, considere a vida preciosa e por isso tema perdê-la. Jesus ensinou que só quem tomar sua cruz e negar-se a si mesmo é capaz de segui-lo (Mateus 16.24). Jesus não teve com seus discípulos a mesma paciência que Elias tinha com os dele! Eliseu pôde se despedir de seus pais (1 Reis 19.20-21). Um homem que pediu a Jesus para se despedir de sua família primeiro não (Lucas 9.61-62), e o mais incrível é que Jesus lhe respondeu fazendo referência ao arado de Eliseu (1 Reis 19.19). 

Talvez você seja um profeta medroso como Elias, fujão como Jonas ou chorão como Jeremias. O Senhor derrama hoje o Espírito de Deus em você para que seja ousado e corajoso como os apóstolos em Atos. 

Talvez você pense estar sozinho como Elias pensava e se julgue "a última bolacha do pacote" de Deus. Não, querido(a), não sobrou só você! A obra é do Senhor e Ele separa e envia ceifeiros para a seara, levantando seus escolhidos dos quatro cantos do mundo... As portas do inferno jamais prevalecerão contra a Igreja do Senhor. A noiva de Cristo é uma multidão de santos, um número mais que perfeito (7.000 ou 144.000) de homens e mulheres que não se dobraram perante os falsos deuses.

Talvez você pense que para profetizar precisa andar longe e ouvir sons arrepiadores, terremotos, trovões, raios, ventos, fogo, tempestades... Mas Deus é capaz de enviar tudo isso na frente só para mostrar que não está nisso e te falar calmo e tranquilo com a mesma voz suave de sempre e, para sua piração absoluta, repetir as mesmas coisas que já lhe tem dito, e tão somente aguarda sua prontidão para continuar te explicando onde você deve ir e o que você deve fazer.

Talvez você não saiba o que está fazendo aqui. Sua resposta pronta, como a de Elias, não é argumento para convencer o Deus Eterno, seu criador, a respeito do propósito do seu chamado, da sua vida e do seu ministério... Ele sabe que você sabe que você não está aonde está porque deveria estar. Levante-se! Saia da caverna! Vá para o lugar aonde o Senhor te mostra! Vá para o meio do povo... Eleja novos reis para a nação de Deus e também para as outras nações! Unja novos profetas para dar continuidade à obra que não é sua, mas de Deus! Não tenha medo de Acabe, Jezabel ou de quem quer que seja... Se Deus é contigo, quem será contra você?

Que a graça e a paz do Senhor sejam com você!

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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Mil Mulheres (1 Reis 11.3)

Salomão desviou-se do caminho do Senhor
Devocional de 20/02/2014.

"Casou com setecentas princesas e trezentas concubinas, e as suas mulheres o levaram a desviar-se" (1 Reis 11.3).

Salomão começou bem, mas nem toda a sua sabedoria foi suficiente para livrá-lo de abandonar o caminho do Senhor. Ele não resistiu ao encanto feminino e se entregou à idolatria. Quem seria capaz de resistir à tentação de mil mulheres lindas?

Imagino que em cada cidade do Império e também das nações vizinhas, Salomão mandava selecionar a miss e a tomava para si. É provável que muitas vinham a ele como um presente das autoridades daquela cidade.

A cultura idólatra prevalecia em Israel e toda a região. As mulheres exigiam que seus parceiros cultuassem os deuses da fertilidade e da prosperidade antes de se deitarem com eles. A sexualidade era intensamente associada à espiritualidade e ao sucesso.  O culto aos deuses da fertilidade era potencializado pela hipnose de músicas sensuais. Tal como ocorre nas festas e baladas atuais, era nesses inesquecíveis momentos que os corações amigos e felizes eram envolvidos na cumplicidade comemorativa do merecimento e da satisfação pela conquista. A liberdade e o prazer eram exaltados, e os limites eram quebrados pelo desafio de se atingir o prazer superior e a delícia incomparável, desafiando-se as capacidades e os raciocínios regados ao melhor vinho e, é claro, a toda forma de sexo.

A fórmula mágica arrebatava a todos: boa música, gente bonita, destilados em mistura, danças sensuais, exaltação ao prazer e à liberdade, bajulação do poder, admiração do saber e desafio à superação pessoal. Salomão não resistiu. Você e eu também não resistiríamos a tamanha oportunidade para extravasar as tensões do ofício diário e alimentar a alma e o corpo com agradáveis sensações de todo tipo.

A felicidade e a realização estavam ali. Tudo era paixão e vontade. Nada acima, ninguém contra, tudo possível... e abençoado por um panteão de deuses que garantiam a continuidade e a evolução desse movimento que proporcionava ainda mais fama e aprovação, num espetáculo de princesas que rendia à "mídia" da época os ouvidos e as aspirações de todos.

Não, eu não estou defendendo ou justificando Salomão e sua queda! Apenas contextualizo o fato e provoco você a se colocar no lugar dele para que perceba quem você é por dentro e quão vulnerável está a cometer o mesmo erro. Escrevo na areia para que você reflita e só atire pedras se descobrir que não está à mercê do mesmo pecado. Quem sabe assim você não se transforma em uma pessoa mais misericordiosa e pronta para perdoar e compreender o outro?

Não falo assim para que você se torne mais tolerante ao pecado e jogue a toalha e se entregue. Não! Faço isto para que você entenda que nem toda sabedoria do mundo é suficiente para livrar uma pessoa do pecado. Não! Quem dá essa proteção não é a sabedoria, mas a santidade.

Quando o Senhor nos ensinou a orar, ele não disse: "Fortaleça-nos para que possamos resistir à tentação e assim vençamos o Mal". Mil vezes não! Ele disse: "Não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do Mal". Jesus conhecia o coração humano e por isso indicou o caminho para a vitória: "Fuja das paixões!" (2Timóteo 2.22).

Não há Salomão, José, João, Pedro, Maria, Ana ou quem quer que seja que possa resistir às facilidades e prazeres que a vida nos oferece. Acredito que muitas vezes Deus intervenha inserindo dificuldades em nosso caminho largo justamente para evitar que, amando o mundo, não nos esqueçamos daquilo que é mais importante: o Reino de Deus e a Sua justiça.

Quem é capaz de resistir às mil princesas maravilhosas sedentas por prazer e alegria? É melhor não tê-las do que lutar para resistir a uma só delas a te inebriar.. É melhor não beber do que tentar resistir com o espírito enfraquecido... É melhor não comprar do que lutar contra a vaidade e a soberba de se mostrar... É melhor não beijar do que lutar contra o desejo de algo mais que não seja lícito... É melhor não flertar do que resistir ao sorriso e às palavras encantadoras... É melhor evitar o pecado antes que ele chegue perto... Não há Salomão que vença a si mesmo! Não há sabedoria que derrote o pecado intrínseco em nosso ser.

Salomão escreveu em Provérbios sobre os perigos da mulher sensual, mas ele mesmo não resistiu a ela! Não adianta nada você saber o que é certo ou errado, o que é bom ou ruim, o que vale à pena ou não vale. Sabedoria não protege. Santidade é que guarda. Não aspire tanto ser sábio. Deseje ser santo! Busque em primeiro lugar o fazer a vontade de Deus, e ser por Ele guardado em todos os seus caminhos. Proteja-se de si mesmo. Livre-se de sua própria natureza animal que sempre existiu e jamais deixará o seu ser... Clame a Deus pelo Espírito Santo que tem poder para gerar Cristo em você! Alimente o seu espírito mais do que a sua carne. Decida antes!

Graça e Paz!

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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Deus não cabe no céu (1 Reis 8.28)

Templo - Salomão - Sabedoria - Eterno - Deus
Devocional de 19/02/2014.

“Mas será possível que Deus habite na terra? Os céus, mesmo os mais altos céus, não podem conter-te. Muito menos este templo que construí!" (1 Reis 8.27).

Salomão era sábio mesmo! O cara que construiu o inigualável Templo de Jerusalém, não omitiu em sua oração inaugural a verdade que muitos temem divulgar: Deus não habita em paredes e pisos!

É assustador o fato de que milhares de anos depois, muitos que pensam servir a Deus ainda acreditam que Ele se aprisione a uma capela, e se limite a um espaço que o homem lhe dedique... Mas eu não estou falando apenas dos "santuários" edificados por aí... Estou me referindo a todo tipo de limitação que os religiosos de plantão insistem em enquadrar o Deus que tudo criou.

Veja o que Salomão disse: "Será possível que Deus habite na terra? Os céus, mesmo os mais altos céus, não podem conter-te".  Limitar a morada de Deus a uma capela é bobagem. Mas limitá-lo a qualquer outra dimensão que possamos compreender também é.

Muitos já se libertaram da visão míope que tenta enquadrar Deus a um templo, mas ainda não perceberam que continuam tentando limitá-Lo à sua própria capacidade de compreender a criação. Os que amam o Deus de Amor que não castiga nem pune, são míopes. Os que se entregam a um Deus Salvador que os livra do mal e os abençoa em suas dificuldades, mas não o honram como Senhor também não o conhecem. Os que crêem que Deus só adota os adeptos de seu grupinho, sua igrejinha, sua denominação ou seu jeitinho de fazer as coisas, também não sabem de nada. O Deus Eterno não cabe nem nos céus...

Quando pensar em servir a Deus, não seja simplista como um religioso no templo. A revelação de Deus a Moisés como "Eu Sou" mostra que não há como limitá-lo. A surpreendente descrição de Seu poder a Jó nos impede de julgá-Lo pelo que conhecemos. O mistério revelado por Jesus à samaritana não nos permite estabelecer regrinhas ou locais de culto.

A parte da revelação de Deus que você e eu conhecemos não é a plenitude da Sua revelação a todos os povos. Isso é serio! Pense comigo: quando Jesus nasceu, um sinal foi dado: a Estrela de Belém. Que profeta, sacerdote ou levita tinha conhecimento a respeito disto na ocasião? Nenhum! Mas aqueles magos do oriente, que estudavam as estrelas, sim... Eles tinham!!! Deus revelou o incomparável mistério da encarnação de Cristo a pessoas improváveis do ponto de vista da revelação conhecida até então...  Homens de um oriente distante, que não podemos afirmar se eram reis nem se eram três, mas que temos a convicção de que Deus falou com eles, não por meio de profetas libertadores nem por meio de raios e trovões, mas através da astronomia interpretativa, isto é, uma forma de astrologia!

Deus não pode ser explicado pela religião, e muito menos pela ciência. Ele é muito maior que essas duas juntas! Some a isto todo tipo de artes, de esoterismo, de linguagem, de qualquer coisa que você possa imaginar! O Deus que recebe louvores diários de todos os peixes, das aves, dos mares e das estrelas certamente não pode ser enquadrado em algum tipo de explicação batista, presbiteriana, pentecostal, católica, judaica, budista, indu ou seja lá o que for... Deus é muito maior que tudo aquilo que possamos imaginar...

Outro exemplo maravilhoso é a revelação da Trindade. Quem em sã consciência pode dizer que realmente compreende um único Deus em três pessoas? Ou como esse Deus pode estar onipresente ao mesmo tempo em todos os lugares?

Deus não cabe no céu, nem nos céus dos céus... Salomão sabia disso, mas mesmo assim importou os melhores materiais e artistas para construir o melhor Templo possível. Ele o fez para Deus? Não. Deus não moraria no Templo e Salomão sabia disso. Mas o Templo é para honrar aqueles que honram a Deus. O mais sábio dos homens sabia que as pessoas precisam de um templo como referencial religioso assim como precisam de um rei como referencial político-administrativo e de justiça. O sábio sabe que é tudo vaidade de vaidades, inclusive templo, religião, política... Mas também sabe que Deus é tão grande e tão poderoso, que além de mulas e estrelas, Ele também pode se manifestar por meio de templos e de líderes, principalmente se estes honram a Sua Majestade.

Honre os que honram a Deus. Seja sábio! Se Deus habita no meio dos louvores, então há sabedoria em dignificar um lugar separado para o louvor e a adoração ao Eterno Deus. E onde há sabedoria também há recompensa, prosperidade e vida longa!

Não tente enquadrar o Deus Altíssimo que não cabe em sua Fé. Mas nem por isso desista de admirar e exaltar com todo o seu coração, toda a sua força e todo o seu entendimento à revelação, mesmo limitada, que você tem dele. Por que ele te mostraria mais da Sua Glória se você não fica maravilhado em apenas tocar na orla das suas vestes? Expresse a sua Fé, e honre ao Senhor dos céus e da terra com todo o seu corpo! Pule perante a Arca da Aliança! Dance diante dele! Santifique-se para Ele, em corpo, alma e espírito. Dê a Ele o seu melhor, ainda que seja indiretamente, honrando aqueles que honram ao Senhor!

E que a Sua graça infinita te revelem mais e mais de Deus! Amém.

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